Surpreendente – A Mulher do Viajante no Tempo, Audrey Niffenegger

Eu não gosto muito de ler resenhas porque prefiro ler livros ou assistir filmes sem saber muito sobre eles. Por isso, não costumo falar muito sobre o enredo dos livros nos reviews que escrevo. Mas, mesmo assim, eu costumo acompanhar alguns blogs de leitura que oferecem resenhas de livros. O melhor deles, na minha opinião, é o Sub-título. Este blog tem quatro autores, cada um com um estilo diferente. A autora com quem mais me identifiquei foi a Natália Neves.

O primeiro texto dela que li foi sobre o livro A Mulher do Viajante no Tempo. Resultado: não resisti e comprei o livro. O legal é que, como Natália colocou somente o resuminho de trás do livro e preencheu o texto todo com sua opinião, a minha leitura do livro foi cheia de surpresas. E eu adoro me surpreender enquanto leio.

Na realidade, acho que a principal palavra para definir a primeira obra de Audrey Niffenegger é surpreendente. A história é surpreendentemente diferente e é muito atual: a linguagem é atual, os problemas são atuais e o contexto é atual. A obra é muito bem escrita e traduzida. No livro há muitas referências e a tradutora Adalgisa Campos da Silva tratou delas muito bem.

Ao contrário de muitos outros livros bons que li, esse não despertou em mim curiosidade sobre o que viria no final. Isso porque cada acontecimento do livro é novo, surpreendente e interessante. Não precisa de nada que desperte a vontade de continuar lendo para chegar ao final da história porque cada frase, por si só, vale a pena. Além disso, a autora trabalhou com dois aspectos que eu adoro: tempo descontínuo e dois narradores diferentes.

Como Henry viaja no tempo a história varia entre passado, presente e futuro o tempo todo. Quando a gente acha que as viagens acabaram, lá vem mais uma. A história tem sua cronologia linear com começo, meio e fim, mas é sempre invadida pelas outras épocas.

E sobre os narradores, temos o Henry e a Clare, ambos narrando em primeira pessoa durante o livro todo. Então, quando vi  que A Mulher do Viajante do Tempo não é narrado somente pela mulher do viajante do tempo, achei muito legal. Acho que assim entramos muito mais na história, já que a vemos de ângulos diferentes.

Henry descobrindo e amando cada vez mais sua mulher quando visita o passado dela e Clare ficando sozinha a espera de Henry enquanto ele viaja no tempo é somente a ponta do iceberg. Tem muito mais coisa por trás dessa história. Poder acompanhar o dia-a-dia das personagens e esperar de camarote junto com elas o que está para acontecer é maravilhoso.

Enfim, motivos para ler este livro não faltam. Afinal, se mais de 5 milhões de exemplares dele foram vendidos em todo mundo alguma coisa de bom deve ter. E eu garanto que tem!

Fica aqui a dica. Por que você não lê?

Pollyanna Reis.

P.S.: Ah, já produziram um filme baseado neste livro. Logo, logo falo dele aqui. ;)

(A imagem da página incial foi retirada daqui)

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Um Comentário no “Surpreendente – A Mulher do Viajante no Tempo, Audrey Niffenegger”

  1. [...] que eu adoro não só livros, mas também blogs. Se não fosse por eles, talvez nunca teria lido A Mulher do Viajante do Tempo, que se tornou parte da minha lista de favoritos. Leitura contagia. Mas somente se falarmos sobre [...]

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